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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Crítica: Black Label Society – Order of the Black (2010)

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Black Label Society, banda do guitarrista Zakk Wylde, vem com um disco novo cheio de energia. Músicas no melhor estilo hard ‘n’ heavy: com solos de guitarra rápidos e fortes, pianos ocasionais, peso, bateria matadora, letras que abrangem temas clássicos, baladas ocasionais, vocal “ozzyano” (com efeitos em cima, como o eco metálico em backing); em suma, mais um disco com a cara da banda.

E escute, sem Oz [Ozzie Osbourne], eu não estaria fazendo nada do que estou fazendo agora.

- Zakk Wylde, 18 de agosto, 2010, via MusicRadar.com

É inegável o espírito do clássico vocalista do Black Sabbath neste disco. Como fá do “comedor de morcego”, meus ouvidos logo captaram o efeito similar na voz de Wyld em algumas das faixas do disco (como, por exemplo, na abertura-pancadaria Crazy Horse). Pior ainda quando Ozzy lança um disco novo no mesmo ano que o de seu ex-guitarrista! E só pra colocar mais lenha na fogueira: Zakk Wylde mantém-se fiel às suas origens musicais, coisa que não se pode dizer (exatamente) sobre o Ozzy.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Crítica: Kno – Death Is Silent (2010)

 

Kno - Death Is SilentTalvez o disco mais contundente do ano – e não existe melhor palavra para defini-lo –, Death Is Silent, do rapper e produtor musical Kno, envolve seu ouvinte em rimas inteligentes, cadência variada, músicas incidentais (melhor dizendo, músicas dentro de músicas), um tema bem trabalhado ao longo de todas as faixas e ambientações valiosas.

O álbum é grandioso: possui um conceito central, o mais comum e inevitável de todos os assuntos que envolvem o ser humano: a morte. E como a própria morte, o disco alterna entre momentos altos e baixos, entre vozes masculinas e choros femininos, entre bateria eletrônica e piano, entre eu lírico auto-confiante e moribundo decadentista. Uma obra-prima a ser legada às próximas gerações.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Duas bandas com estreias previstas para 2010!

 

blood commandClicando aqui e ali, acabei ouvindo algumas músicas de duas bandas que prometem lançar seu primeiro CD/EP ainda este ano. Então, resolvi compartilhá-las com vocês. Continue lendo e ouça as músicas de trabalho de ambas!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Crítica: Patu Fu – Música de Brinquedo (2010)

 

patofu_musicadebrinquedo O que acontece quando artistas consagrados resolvem fazer um disco tocando apenas instrumentos musicais em miniatura e brinquedos para crianças? Além disso, e se as músicas tocadas fossem não infantis, mas músicas “normais” filtradas pela sonoridade dos instrumentos infantis? Bom, o Pato Fu apostou nessa ideia louca e recém-lançou o disco, chamado espertamente de Música de Brinquedo. E que fique escrito aqui logo de início, o resultado é simplesmente genial!

São 12 faixas ao total, entre músicas nacionais e internacionais, todas sucessos consagrados tanto aqui quanto lá fora: Love me Tender, Primavera, Live and Let Die, My Girl, Sonífera Ilha, enfim, tem pra todos os gostos. E tudo regado a muito instrumental infantil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Crítica: Kick-Ass Sundtrack (2010)

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Era um dos filmes mais aguardados de 2010, para mim, desde que soube de sua existência, em Janeiro deste ano. Ao assisti-lo, além de fruir da sua beleza estética, empolguei-me com uma de suas características mais marcantes: a trilha sonora. Que fique claro desde agora: existem filmes em que a história e os diálogos são narrados através de músicas (ou seja, pertencem ao gênero “musical”), existem filmes em que a música não existe ou não é o foco principal e existem filmes em que a história é pontuada por músicas muito bem selecionadas. Kick-Ass cai neste último grupo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Rap da Vina!

Agora virou moda fazer clipe musical “sério”, porém com letra de comédia. Tá, a sátira existe desde que o mundo é mundo, porém “nunca antes na história deste país” houve tanto vídeo bem produzido, com figurinos, iluminação, fotografia e outros quesitos “de primeiro mundo”, mas com o motif humorístico. Um ótimo exemplo é The Bull, do Massacration.

Além disso, abundam nas letras os trocadilhos! “Segue sua nau”, na Gaiola das Cabeçudas, do Marcelo Adnet, de certa forma inaugurou todo um filão de vídeos baseados (ou que se valem descaradamente) nesses trocadilhos. E agora o pessoal da BOA DA PAN RECORDS (orgulhosamente) apresenta seu “último lançamento mundial(…), clipe oficial da música mais irada, badalada, descompensada, prensada, fritada já lançada no mundo fonográfico, pornográfico e infográfico”. Com vocês, Rap da Vina! “Vi a mão! Vi a mão!”

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Crítica: Jorn – Dio (2010)

 

Quando um artista famoso morre, é comum que diversos tributos e homenagens surjam nas prateleiras de lojas de música. Não poderia ser diferente com Ronnie James Dio, que morreu este ano. Porém, Jorn, ao invés de apenas cantar suas músicas favoritas do mestre, resolveu adicionar um pouco de si ao som delas. E para completar, ao melhor estilo Rock Progressivo, compôs uma música em homenagem ao Deus do Metal, que abre o disco em grande estilo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Crítica: Cyndi Lauper – Memphis Blues

 

Quando soube que Cyndi Lauper ia lançar um disco de blues, eu fiquei muito interessado. Gostava dela quando menor, depois perdi o interesse, percorri outros caminhos musicais, e eis que cruzo novamente com a minha diva dos anos 80. E investindo em um estilo que, particularmente, não é o dela. Tempero certo para um bom disco. Ou melhor dizendo, mediano.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Crítica: Ringo Starr, “Y Not”

 

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Espero que ninguém me bata, mas eu nunca fui um grande fã dos Beatles. Não que eu nunca tenha ouvido ou curtido seus álbuns, mas meu estilo de música é… digamos… diferente do que foi chamado de Beatlemania, embora eu defenda a importância dos “quatro de Liverpool” em qualquer discussão em que algum sem-noção ouse difamá-los. (Não ser fã é diferente de não reconhecer a mais do que óbvia importância da banda inglesa na música ocidental, quiçá Universal!)

De qualquer maneira, quando vi que Ringo Starr lançou um disco novo produzido por ele próprio e com composições assinadas por ele (em co-parceria com outrem ou não), logo interessei-me em ouvi-lo.

E ouvi o álbum por três vezes em dois dias, feito inédito.

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