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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Crítica: Buddy Guy: uma “Prova Viva” de que só envelhece quem quer

buddy_guy_living_proof_2011_oucaisto.blogspot.comBuddy Guy lançou, ano passado, aquele que foi considerado o melhor disco de blues do ano. Além disso, o disco foi sua melhor posição na Billboard: 46o. lugar. Não obstante, ganhou o Grammy de melhor disco de blues contemporâneo. Quando nos acostumamos a ver apenas jovens arrecadando prêmios e depois sumindo, passamos a acreditar que a fama é, de fato, efêmera, que acompanha a loucura de troca frenética das prateleiras pós-modernas, que o sucesso não pode acompanhar um músico.

Impressiona, portanto, que Buddy Guy tenha conseguido tamanho sucesso – embora seja, já, um ícone dentro do gênero há algumas décadas – no ano em que completou 74 anos. Aliás, o título do disco é uma comprovação em si: “Living Proof”, ou seja, uma “prova viva”. Prova viva de que o sucesso não conhece idade e, mais do que isso, que estereótipos servem para ser confrontados. Vamos a eles!

Continue ouvindo ao clicar no link abaixo!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Crítica: Joe Bonamassa e o Significado do Blues (Dust Bowl [2011])

 

joe-bonamassa-dust-bowl-2011-oucaisto.blogspot.comQual o sentido do Blues? A pergunta, incisiva, direta, propositalmente torna-se o leitmotiv da melhor faixa do disco – e, por que não?, do disco inteiro! Procurando por uma resposta a essa indagação muito músico calejado fez história – agora é a hora de um rapaz com menos de 35 anos dar a sua versão dos fatos.

Em um post antigo, falei sobre Joe Bonamassa, mas não custa nada repetir algumas informações: antes dos 15 anos de idade, já tocava guitarra bem e fora elogiado por ninguém mais, ninguém menos que B. B. King! Abriu shows para John Lang, já fez parcerias com King, John Hiatt entre outros, enfim, começou sua escalada para o sucesso. E a cada ano lança um disco com músicas inéditas, remodelando os limites do gênero em que está inserido (está?). Dust Bowl, seu álbum deste ano, lançado mês passado, comprova seu estilo musical como um todo: a busca pelo Blues, seu sentido, sua musicalidade (se é que alguma!) e como torná-lo mais jovem, mais rápido, enquadrando-o no ritmo da vida atual, sem deixar de lado o saudosismo tradicional.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Crítica: Duran Duran–All You Need Is Now (2011)

 

Duran-Duran-All-You-Need-Is-Now-album-2011-CD

Para quem conhece a banda desde os idos dos anos 80, a notícia de que iriam lançar um disco em 2011 veio com um misto de medo e felicidade. Explico: em 2007 eles lançaram um disco, Red Carpet Massacre, o qual foi mediano. E quando se pensa em uma banda com 30 anos de história, vêm à mente os seus maiores sucessos, de forma que é mesmo difícil avaliar um disco novo sem comparar com aquilo que os fez famosos.

Por outro lado, é interessante ver o que músicos geniais – que, afinal de contas, deram ao mundo clássicos como Notorius, Save a Prayer e a minha favorita Ordinary World – conseguiriam fazer usando batidas, temas e tecnologia de hoje. O resultado, adianto, agradará aos fãs antigos da banda: batidas dance oriundas dos anos 80, um tanto repaginadas, empolgam os ouvidos mais experientes como os sucessos de antes também empolgavam. Agora, e o resto? Afinal, um disco não é feito apenas com batidas antigas…

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Crítica: Sucker Punch Soundtrack (2011)

 

Sucker-Punch-SoundtrackSucker Punch é um filme memorável. Muitos dirão que é pela sua ruindade. Entendo o argumento deles: cortes rápidos e ríspidos, cenas de ação com fundo musical forte pendendo para clipes não-oficiais, músicas em novas versões (com ou sem remake) e final didático. Porém, quem vê o filme por este ângulo acaba por perder um dos melhores filmes do ano e, sem dúvidas, o filme mais autoral (por razões até mesmo óbvias) do Zack Snyder.

Para quem acompanha o diretor de perto, já era de se esperar o que passaria na telona. A sua linguagem estética salta aos olhos – literalmente. Ele não precisa de tecnologia 3D para fazer o que muito filme com esta tecnologia não consegue: empolgar o espectador e brincar com os objetos flutuantes. Quando vi o trailer de Alice, do Tim Burton, eu me diverti mais com a tecnologia citada do que em todo o filme Avatar – não que ele seja ruim, apenas porque não faz uso inteligente do recurso que tem nas mãos.

O que quero dizer é que agora, com os óculos, o público está dentro do filme: a sensação de ver algo em 3D é que tudo parece estar acontecendo a centímetros de distância, logo os diretores precisam levar a plateia em consideração ao produzir seus longas. Sucker Punch ou melhor, Zack Snyder leva você a sério: os temas que os nerds gostam, um enredo bom mas com diálogos ruins (um tanto quanto esperável, até), meninas com pouca roupa e um visual arrebatador… tudo isso aliado a um personagem que é tão presente no filme que parece possuir um corpo: a trilha sonora.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Crítica: Black Label Society – Order of the Black (2010)

Black_Label_Society_-_Order_Of_The_Black_artwork[1]

Black Label Society, banda do guitarrista Zakk Wylde, vem com um disco novo cheio de energia. Músicas no melhor estilo hard ‘n’ heavy: com solos de guitarra rápidos e fortes, pianos ocasionais, peso, bateria matadora, letras que abrangem temas clássicos, baladas ocasionais, vocal “ozzyano” (com efeitos em cima, como o eco metálico em backing); em suma, mais um disco com a cara da banda.

E escute, sem Oz [Ozzie Osbourne], eu não estaria fazendo nada do que estou fazendo agora.

- Zakk Wylde, 18 de agosto, 2010, via MusicRadar.com

É inegável o espírito do clássico vocalista do Black Sabbath neste disco. Como fá do “comedor de morcego”, meus ouvidos logo captaram o efeito similar na voz de Wyld em algumas das faixas do disco (como, por exemplo, na abertura-pancadaria Crazy Horse). Pior ainda quando Ozzy lança um disco novo no mesmo ano que o de seu ex-guitarrista! E só pra colocar mais lenha na fogueira: Zakk Wylde mantém-se fiel às suas origens musicais, coisa que não se pode dizer (exatamente) sobre o Ozzy.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Crítica: Kno – Death Is Silent (2010)

 

Kno - Death Is SilentTalvez o disco mais contundente do ano – e não existe melhor palavra para defini-lo –, Death Is Silent, do rapper e produtor musical Kno, envolve seu ouvinte em rimas inteligentes, cadência variada, músicas incidentais (melhor dizendo, músicas dentro de músicas), um tema bem trabalhado ao longo de todas as faixas e ambientações valiosas.

O álbum é grandioso: possui um conceito central, o mais comum e inevitável de todos os assuntos que envolvem o ser humano: a morte. E como a própria morte, o disco alterna entre momentos altos e baixos, entre vozes masculinas e choros femininos, entre bateria eletrônica e piano, entre eu lírico auto-confiante e moribundo decadentista. Uma obra-prima a ser legada às próximas gerações.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segunda em Blues: Joe Bonamassa In Session On The Paul Jones Show BBC Radio 2 (Bootleg)

  Quando entrei no Google Reader para ver as notícias do mundo, dei de cara com um post excelente de um dos meus “blogs de cabeceira”, o D&P Tunz World: Joe Bonamassa ao vivo no programa do John Paul, na BBC Radio 2, no dia 19 de Outubro de 2006! Eu tinha que ouvir esse bootleg e comentá-lo, fincando-o no Segunda em Blues!!

Para quem não sabe, um pequeno resumo da vida desse jovem guitarrista: aos 4 anos de idade o moleque começou a aprender guitarra e aos 8 anos já tocava blues como um veterano – parece inclusive que foi elogiado pelo B.B. King himself!! Prestem atenção nisto, leitores: aos 12 anos, ele abriu um show para o próprio B.B. King! DOZE ANOS! :)

Não importa se isso é verdade ou não, o Blues é feito de mitos, mesmo. Afinal de contas, Robert Johnson vendeu a alma ao Diabo para se tornar o maior guitarrista de Blues de todos os tempos, certo?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Crítica: Patu Fu – Música de Brinquedo (2010)

 

patofu_musicadebrinquedo O que acontece quando artistas consagrados resolvem fazer um disco tocando apenas instrumentos musicais em miniatura e brinquedos para crianças? Além disso, e se as músicas tocadas fossem não infantis, mas músicas “normais” filtradas pela sonoridade dos instrumentos infantis? Bom, o Pato Fu apostou nessa ideia louca e recém-lançou o disco, chamado espertamente de Música de Brinquedo. E que fique escrito aqui logo de início, o resultado é simplesmente genial!

São 12 faixas ao total, entre músicas nacionais e internacionais, todas sucessos consagrados tanto aqui quanto lá fora: Love me Tender, Primavera, Live and Let Die, My Girl, Sonífera Ilha, enfim, tem pra todos os gostos. E tudo regado a muito instrumental infantil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Crítica: Kick-Ass Sundtrack (2010)

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Era um dos filmes mais aguardados de 2010, para mim, desde que soube de sua existência, em Janeiro deste ano. Ao assisti-lo, além de fruir da sua beleza estética, empolguei-me com uma de suas características mais marcantes: a trilha sonora. Que fique claro desde agora: existem filmes em que a história e os diálogos são narrados através de músicas (ou seja, pertencem ao gênero “musical”), existem filmes em que a música não existe ou não é o foco principal e existem filmes em que a história é pontuada por músicas muito bem selecionadas. Kick-Ass cai neste último grupo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Crítica: Shadowside – Theater of Shadows (2005)

 

Shadowside - Theatre Of Shadows

Quando um artista que está à margem de um estilo, seja econômica ou geograficamente falando, e resolve criar arte dentro deste estilo, algo acontece. No mínimo, há uma fusão entre o background desse artista e as características tradicionais do estilo, criando, assim, um híbrido. Shadowside é brasileríssimo, de Santos/SP, e resolveu criar música com elementos de algumas vertentes clássicas do Metal.

É comum ouvirmos discos de estreias de bandas brasileiras  em que pesa a identidade musical da banda, sempre oriunda de diversos sons diferentes (inclusive de folk brasileiro). Um exemplo notável desta fusão, embora seja no blues, é “Gréia”, do gaitista Jefferson Gonçalves (dedicando-se à carreira solo após sair do Baseado em Blues), o qual mescla o blues com diversos outros estilos musicais, inclusive o baião. Quando o assunto é metal, isto também ocorre, porém em escala limitada.

Ao contrário deste movimento “antropofágico” (de engolir tudo o que é externo, ruminar um pouco e depois vomitar um produto próprio), Shadowside apostou na tendência clássica de algumas vertentes do metal, mesclando-as entre si sem exageros. E acertou na mosca!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Crítica: Jorn – Dio (2010)

 

Quando um artista famoso morre, é comum que diversos tributos e homenagens surjam nas prateleiras de lojas de música. Não poderia ser diferente com Ronnie James Dio, que morreu este ano. Porém, Jorn, ao invés de apenas cantar suas músicas favoritas do mestre, resolveu adicionar um pouco de si ao som delas. E para completar, ao melhor estilo Rock Progressivo, compôs uma música em homenagem ao Deus do Metal, que abre o disco em grande estilo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Crítica: Cyndi Lauper – Memphis Blues

 

Quando soube que Cyndi Lauper ia lançar um disco de blues, eu fiquei muito interessado. Gostava dela quando menor, depois perdi o interesse, percorri outros caminhos musicais, e eis que cruzo novamente com a minha diva dos anos 80. E investindo em um estilo que, particularmente, não é o dela. Tempero certo para um bom disco. Ou melhor dizendo, mediano.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Crítica: Peter Gabriel & Sting – No Police Repression (Bootleg)

 

O ano é 1988, mês de Outubro. Por seis semanas, Peter Gabriel, aliado a Sting, Tracy Chapman , Bruce Springsteen e Youssou N’dour, fez 20 concertos beneficentes para tanto aumentar o conhecimento sobre a Anistia Internacional quanto para comemorar o 40o. aniversário da Declaração de Direitos Humanos. O nome da turnê: Human Rigthts Now!

No dia 15 daquele mês, o grupo de estrelas realizou seu último concerto estrategicamente na América do Sul, no estádio River Plate. Embora haja uma versão da King Biscuit Flower Hour com o show completo, a minha versão só apresenta as últimas três músicas do set do Peter Gabriel e quatro músicas do set do Sting com participações do Bruce Springsteen e do próprio Gabriel.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Crítica: Ringo Starr, “Y Not”

 

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Espero que ninguém me bata, mas eu nunca fui um grande fã dos Beatles. Não que eu nunca tenha ouvido ou curtido seus álbuns, mas meu estilo de música é… digamos… diferente do que foi chamado de Beatlemania, embora eu defenda a importância dos “quatro de Liverpool” em qualquer discussão em que algum sem-noção ouse difamá-los. (Não ser fã é diferente de não reconhecer a mais do que óbvia importância da banda inglesa na música ocidental, quiçá Universal!)

De qualquer maneira, quando vi que Ringo Starr lançou um disco novo produzido por ele próprio e com composições assinadas por ele (em co-parceria com outrem ou não), logo interessei-me em ouvi-lo.

E ouvi o álbum por três vezes em dois dias, feito inédito.

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